quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O SIGNIFICADO DE SER

Existem estrelas belas, cintilantes e magníficas ao longo do Universo. Existem pessoas que, de uma forma geral, são como as estrelas, mas eu não sou assim!
Optei por colocar uma estrela no peito: a Estrela da Vida, estrela essa que se distingue de todas as outras, porque é a estrela que os TAs do INEM usam.

Apresento-a com o orgulho natural de ser TA do INEM. Coloquei-a junto ao coração, porque é com o coração que trabalho, porque é do coração que me saem as palavras amigas para os idosos que muitas vezes assisto. Idoso cujas palavras vindas do TA, são as únicas que ouvem pronunciar, durante a sua velhice abandonada por parentes e amigos. É do coração que sai a palavra de conforto para com os acidentados, que numa hora de pouca sorte se vêm privados de bens, familiares e ou de amigos. É com o coração que efectuamos cada intervenção de socorro. É com o coração que entramos de serviço prontos para mais um dia.
           
Uso essa estrela junto do coração porque sou o homem do socorro. Homem que também sabe amar o próximo. Homem que também tem sentimentos, que também sofre quando os outros sofrem. Homem que, acima de tudo, acredita que não há recompensa melhor que a felicidade de todos aqueles a quem tem socorrido, e que tem conseguido salvar ou minimizar o seu sofrimento.

Porém, este é o homem pouco compreendido, muitas vezes ignorado, na maior parte das vezes insultado no seu intimo por todos aqueles que, mais que ninguém, o deveriam apoiar, compreender e dar a sua mão amiga, nem que fosse num tímido gesto de gratidão.

E assim é ser TA, ter orgulho e, de certo modo, alguma vaidade. Ser TA, é ter a consciência da sua missão, para com todos aqueles que, sem excepção, necessitem do seu auxílio. Ser TA é ser o homem do socorro que, sem olhar a esforços, está lá sem se preocupar com tempo, com o perigo de contaminações, da velocidade imprimida ao veículo, para poder chegar a tempo de salvar mais uma vida. Resumindo: para ser TA, é necessário sentir no coração a Estrela da Vida. Sentir que a melhor recompensa é a sensação de dever cumprido.

Tarefa ingrata que tem, ao ter de suportar, por vezes, um fardo demasiado pesado. Tarefa ingrata que tem, por ter de assistir a imagens mórbidas, dificilmente dissipadas pelo tempo. Tarefa ingrata que tem, por somente se lembrarem dele quando algo corre mal. Tarefa ingrata que tem, por não ser respeitado na sua nobre missão, quando é expulso e escorraçado, por mentes retrógradas, pessoas mal formadas, prepotentes e totalmente ignorantes em relação ao trabalho realizado pelas equipas das ambulâncias do INEM, ligadas directamente à saúde deste país. Não compreendem, nem querem compreender, o papel importante do socorrista no sistema pré-hospitalar.

Apenas lhe sonega a sua nobre missão a falta de verdade, insensibilidade, falsidade, incompreensão e a quebra de juramentos expressos sem sentimentos que, por isso, são rapidamente esquecidos em nome de novos ideais: o materialismo, a apatia ou simplesmente, a comodidade.

Porém, algo lhe atrai e anima todos os dias: a vontade de continuar a tentar salvar humanos que correm risco de vida.
                          
CARLOS SARDO
TAS _ INEM

Em que pais vivemos

A queda abrupta de valores morais e cívicos da nossa sociedade, onde se mistura Liberdade com Anarquia leva-me a pensar que tudo aquilo porque se lutou durante décadas não serviu rigorosamente para nada.
Começo pelos valores morais, que em primeiro lugar deveriam ser implementados no seio familiar, mas que, e sabe-se lá porquê, os pais acham que devem ser os professores e ou outros educadores a efectuarem essa tarefa. Os grandes valores aprendem-se em casa. Se assim não é, resta-me pensar então que as famílias não estão dotadas com esses mesmos valores porque, estão a confundir e em muito o papel de ser pai e de ser mãe. Talvez iludidos por falsas ideologias de que a Liberdade é permissor, liberal e ou anarca e que tudo se pode fazer por se viver num pais livre, conjugado com o sentimento de impunidade de uma serie de Leis desajustadas cheias de emendas feitas em cima do joelho como se, os remendos feitos à Lei resultasse num povo culturalmente pobre e academicamente mal formado, resultado de politicas educacionais erradas ao longo de décadas, onde a nossa História foi esquecida os nossos heróis mal tratados e todo o esforço dos lutadores anti-fascistas esquecidos, por ideais mais tecnocráticos do que verdadeiramente de uma politica de estadistas, e ainda elaboradas por juristas com interesses privados, dando sempre a a essas Leis uma porta de saída, os famosos recursos entre outras coisas que fazem com que o nosso dinheiro seja gasto em processo que se arrastam anos para depois prescreverem, tornando este pais numa república onde tudo se pode fazer desde que se tenha recursos financeiros.
Dai posso então falar em cidadania. Como frisei, politicas erradas e remendos nas Leis principalmente naquelas que são os pilares principais de uma democracia, leva a que a cidadania seja uma coisa que se ouve falar mas não é para colocar em prática visto que, quem tem o direito de pelo exemplo mostrar o que é ser cidadão não o faz. Vejamos os constantes escândalos com políticos, administradores e titulares de altos cargos. Será que levam tanto à risca a celebre frase popular " Faz aquilo que eu digo e não faças o que eu faço". 
Infelizmente chego à triste conclusão que um dia tudo volta ao antigamente e que a cidadania será imposta pela força, visto que, não há respeito na estrada, não há respeito nas escolas, não há respeito nas famílias, não respeito na via pública, não há respeito pelas autoridades. Pergunto então, estão á espera de uma ditadura para compreenderem que realmente num pais livre tem que haver valores morais e cívicos, respeitados de forma voluntária e espontânea.
Como podem ser tão cegos e estúpidos que ainda não viram que foi por falta de cidadania que o pais chegou ao estado que está. Fuga aos impostos, subsídios fraudulentos, economia paralela, subsídios pedidos à segurança social sem qualquer necessidade, subsídios e reformas atribuídas a quem nunca produziu um cêntimo para o país. Depois exercem o seu direito de cidadão querendo a todo os custo valerem-se dos direitos, tendo esquecido os deveres de cidadania durante anos.
Depois temos os senhores políticos, mais preocupados coma sua barriga do que melhorar as condições daqueles que mais precisam, utilizando esta mesma falta de bom censo para que por mais uns votos, prometam e atribuem verbas significativas a quem nada contribuiu para o desenvolvimento deste pais, porque quem realmente o fez ao longo de mais de 50 anos da sua vida recebe reformas de miséria que nem dá para os medicamentos. 
Moral e Cidadania, dois pólos que andam de mãos dadas, mas que ainda não consegui ver na grande maioria dos portugueses.
Quando à pouco falei em ditaduras para que fossem cumpridos os deveres, não sei se já repararam mas já estamos numa, uma ditadura económica doutrinada pelos países mais ricos da zona euro. Mas se pensam que fica por aqui estão muito enganados. Aqueles que até agora vivem de rendimentos, fazem o que querem e lhes apetece e vivem de uma vaca que sempre tem dado leite, comecem a pensar que a seguir calha a eles também os cortes e que se pensam em continuar a fazer o que lhes der na gana, ou como ja ouvi dizer, quando me tirarem o rendimento de reinserção vou roubar, então amigos preparem-se porque um outro tipo de ditadura aparecerá e não irão gostar com toda a certeza do que vai acontecer.
Eu como cidadão cumpridor "dentro do possível", não me vai atingir e a vocês?
Será que para terem valores Morais e Cívicos. nos tenhamos que sujeitar a uma ditadura?
Pensem bem, o que estão a fazer a este pais e não pensem que a culpa é só dos políticos, porque se foram eleitos e com índices de abstenção como temos visto, é porque os deveres cívicos não foram cumpridos e alguém os elegeram.

Carlos Sardo

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Bem vindos

Bem vindos ao meu Blogue, aqui irão ter informação sobre, escutismo, bombeiros, montanha e socorrismo.